A gripe é uma doença infecciosa, transmissível por gotículas (expelidas na tosse), causada pelo vírus influenza. Ela causa sintomas como febre, coriza, tosse seca, dor de garganta, dor de cabeça e dor no corpo. Pessoas idosas e portadoras de doença crônica têm maior risco de complicações potencialmente graves, como pneumonia. A vacinação contra a gripe reduz o risco de infecção pelo vírus influenza e, portanto, suas complicações.
A vacina é produzida com várias cepas de vírus influenza inativados, renovada a cada ano, visando atualizar as mutações que o vírus realiza para tentar sobreviver. A vacina pode ser útil para qualquer pessoa, mas o maior potencial de benefício ocorre nos grupos de pessoas que apresentam maior risco de complicações.
A duração da proteção é de um ano. Mesmo quem foi vacinado pode desenvolver gripe, mas, nesses casos, costuma ser de menor gravidade. Muitos empresários oferecem a vacina contra a gripe a todos os seus funcionários, pois está provado que isso diminui o absenteísmo.
Existem mitos de que a vacina pode gerar graves efeitos colaterais ou mesmo causar gripe. Na realidade, existem reações adversas, que ocorrem em menos de 1% dos casos e são geralmente desprovidas de gravidade. As mais comuns são dor, vermelhidão e induração no local de aplicação. Quem possui alergia a componentes da vacina, como proteína do ovo, não deve ser vacinado. Não é necessário fazer dieta ou suspender medicações para quem faz uso da vacina contra a gripe.
* O autor é infectologista em São Leopoldo (RS)