 |
|
| Orquestra de Cordas da Grota |
A Orquestra de Cordas da Grota, composta de jovens músicos, se apresentou no salão da Igreja Luterana dos Países Escandinavos. Participaram uma musicista alemã e dois músicos noruegueses, da Oslo Camerata, que atuaram como professores no espaço Cultural da Grota, em Niterói.
Os músicos brasileiros se aperfeiçoaram por duas semanas, tocando violinos, violoncelos, surdo e pandeiros. No repertório as suítes de Saint Paul, Gustav Holst, Capriol e Peter Warlock, Ária de Bach e Júpiter de Holst, Cânon de Johann Pachebel, com percussão, complementadas com um poutpourri de Luiz Gonzaga, trazendo Mulher rendeira, O ovo e Asa branca.
Entre os professores que vieram da Noruega estava Osvald Kleivenes, que atuou como músico na Igreja da Noruega e num projeto com detentos. Ele considerou a “experiência muito boa”, lembrou que era “a segunda vez neste projeto” e elogiou os músicos da Orquesta de Cordas da Grota porque mesmo nas férias, “vieram a todas as aulas e se empenharam”. Observou que esses jovens “têm muita curiosidade, boa capacidade de improvisação e disposição, pois trabalharam 12 dias, das 9 às 18 horas”. Ele “gosta de ouvir música brasileira” e o projeto atua com música clássica para pessoas de baixa renda.
O projeto do Espaço Cultural da Grota é coordenado pelo músico Márcio Selles, existe desde 1995 e atua com crianças e jovens, e oferece, com a formação musical, a oportunidade de desenvolvimento humano e social. Com a qualidade musical e a visibilidade na mídia, passaram a receber apoio de empresas e criaram a Organização sem fins lucrativos Reciclarte. Já se apresentaram em diversos estados e no exterior, em Portugal e nos EUA.
O espaço de acolhimento é uma comunidade luterana de cerca de 400 famílias de noruegueses, suecos, finlandeses, dinamarqueses e islandeses que residem na cidade do Rio de Janeiro e arredores. Além de ceder o espaço, a comunidade propicia o contato com profissionais de empresas desses países que apoiam a atividade cultural, especialmente a ligada a projetos sociais.
Antonio Carlos Ribeiro
Fonte: www.alcnoticias.com